Bula do Menopur
Laboratório: LABORATÓRIOS FERRING LTDA
Classe terapêutica: G3G - GONADOTROFINAS INCLUINDO OUTROS ESTIMULANTES PARA OVULAÇÃO
Registro ANVISA: 1287600110064
Informações da bula
Indicações
Menopur® (menotropina) está destinado para o tratamento de infertilidade. Menopur® é uma associação de hormônios naturais (hormônio folículo estimulante – FSH e hormônio luteinizante – LH) que na mulher estimula o crescimento do folículo (que é a estrutura onde o óvulo se desenvolve), sendo utilizado em mulheres que possuam alguma insuficiência na produção de um, ou, de ambos os hormônios. Este estímulo é requerido na indução da ovulação em técnicas de reprodução assistida. Nos homens está destinado para o tratamento de insuficiência hormonal. Menopur® é utilizado para estimular o desenvolvimento dos espermatozoides dentro dos testículos, cuja concentração pode ser melhor obtida com a utilização antecipada da gonadotrofina coriônica – hCG.
Contraindicações
hipotireoidismo (diminuição do funcionamento da tireoide), deficiência adrenocortical (queda súbita ou nível insuficiente de hormônios adrenais), hiperprolactinemia (excesso de produção do hormônio prolactina, que é responsável pela produção do leite) e tumores da hipófise e do hipotálamo. Se necessário, o médico deve adotar o tratamento específico para cada condição. Pacientes submetidos à estimulação do crescimento folicular, tanto para o tratamento de infertilidade anovulatória (deficiência na produção de óvulos) como para procedimentos que envolvam técnicas de reprodução assistida, podem apresentar aumento dos ovários ou desenvolver hiperestimulação ovariana. É recomendável seguir exatamente a posologia, o regime de administração das doses prescrito pelo seu médico e monitorar cuidadosamente a terapia para diminuir a incidência de tais eventos. A interpretação exata dos índices de desenvolvimento do folículo e da sua maturação deve ser feita por um médico com experiência. A menotropina não deve ser administrada para induzir a ovulação em mulheres cujos ovários foram excessivamente estimulados de forma involuntária. Siga rigorosamente a posologia de Menopur® prescrita pelo seu médico para evitar a estimulação excessiva ou aumento dos ovários. Síndrome da Hiperestimulação Ovariana (SHEO) A SHEO é um evento clínico distinto do aumento ovariano não complicado. A SHEO é uma síndrome que pode se manifestar com crescente grau de severidade. Ela compreende o aumento do ovário, aumento dos níveis de esteroides sexuais sanguíneos e um aumento na permeabilidade vascular que pode resultar na acumulação de fluidos nas cavidades peritonial, pleural e, raramente, na cavidade pericárdica. Os seguintes sintomas podem ser observados em caso de SHEO severa: dor e distensão abdominal, aumento ovariano severo, aumento de peso, dispneia, oligúria e sintomas gastrintestinais incluindo náusea, vômito e diarreia. A avaliação clínica pode revelar hipovolemia, hemoconcentração, desequilíbrio eletrolítico, ascite, hemoperitônio, efusão pleural, hidrotórax, dor pulmonar aguda e eventos tromboembólicos. A resposta ovariana excessiva devido ao tratamento com gonadotrofina raramente implicará em SHEO, a não ser que o hCG seja administrado para maturação final do folículo e para a ovulação. Portanto, em casos de hiperestimulação ovariana, é prudente não utilizar o hCG e instruir a paciente a não ter relações sexuais ou, se tiver, utilizar método anticoncepcional de barreira por pelo menos 4 dias. A síndrome de hiperestimulação ovariana poderá progredir rapidamente (dentro de 24 horas até vários dias) e tornar-se um evento médico grave. Por isso, as pacientes devem ser monitoradas por pelo menos 2 semanas após a administração de hCG. A adesão à dosagem e posologia recomendadas de Menopur® e o monitoramento cuidadoso da terapia diminuirão a incidência da hiperestimulação ovariana e de gravidez múltipla. Em técnicas de reprodução assistida (TRA), a aspiração de todos os folículos antes da ovulação pode reduzir a ocorrência de hiperestimulação. A SHEO poderá ser mais grave ou de maior duração na ocorrência de gravidez. A SHEO se manifesta com mais frequência depois de encerrado o tratamento hormonal e atinge o seu ponto máximo de severidade aproximadamente entre 7 a 10 dias após o tratamento, regredindo normalmente de forma espontânea após a menstruação. Havendo uma manifestação grave de SHEO, o tratamento com a gonadotrofina deverá ser interrompido. Se essa condição persistir, a paciente deverá ser hospitalizada e iniciado um tratamento específico para SHEO. A SHEO ocorre com maior incidência em pacientes portadoras de síndrome do ovário policístico. Gravidez múltipla A gravidez múltipla, especialmente as com mais de três fetos, aumenta as chances de ocorrência de efeitos adversos maternos e perinatais. Em pacientes que estão sob indução da ovulação com gonadotrofinas, a incidência de gravidez múltipla é maior em comparação aos casos de concepção natural. Na maioria dos casos de concepção múltipla são de gêmeos. Para minimizar o risco de gravidez múltipla, deve-se monitorar cuidadosamente a resposta ovariana. Em mulheres que são submetidas a hiperestimulação controlada para induzir o desenvolvimento de folículos múltiplos em programas de fertilização assistida, o risco de gravidez múltipla está basicamente relacionado à quantidade de embriões transferidos, à sua qualidade e à idade da paciente. A paciente deve ser avisada do risco potencial de nascimentos múltiplos antes de iniciar o tratamento. Perda da gravidez A incidência de perda da gravidez por abortos espontâneos é maior em pacientes que estão realizando hiperestimulação controlada para induzir o desenvolvimento de folículos múltiplos em programas de fertilização assistida, do que na população em geral. Gravidez ectópica Mulheres que possuem histórico de doença tubária correm o risco de gravidez ectópica, tanto nos casos de gravidez por concepção espontânea como no tratamento de fertilidade. A prevalência de gravidez ectópica após FIV foi reportada em 2 a 5%, comparando-se 1 a 1,5% da população em geral. Neoplasia no sistema reprodutivo Há relatos de neoplasia tanto benigna quanto maligna nos ovários e em outros órgãos do sistema reprodutivo em mulheres submetidas a regimes múltiplos tratamentos de infertilidade. Ainda não está estabelecido se o tratamento com gonadotrofina aumenta o risco destes tumores em mulheres inférteis. Malformação congênita A prevalência de malformações congênitas após hiperestimulação controlada para induzir o desenvolvimento de folículos múltiplos em programas de fertilização assistida, pode ser um pouco maior do que em concepções espontâneas. Isto ocorre devido a diferenças em características dos pais (isto é, idade da mãe, características do esperma) e gravidezes múltiplas. Eventos tromboembólicos Mulheres com fatores de risco conhecidos a eventos tromboembólicos, tais como histórico pessoal ou familiar, obesidade severa (Índice de Massa Corpórea – IMC > 30 kg/m2) ou trombofilia podem ter um aumento no risco de eventos de tromboembolia venosa ou arterial, durante ou após o tratamento com gonadotrofinas. Nestas mulheres, deve-se avaliar o risco-benefício da administração da gonadotrofina. Deve-se também observar o fato de que a gravidez por si só, também aumenta o risco de eventos tromboembólicos.
Interações medicamentosas
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Posologia
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Reações adversas
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Perguntas frequentes
Respostas geradas a partir da bula oficial ANVISA, estruturada pela API PharmaDB. Estes dados estão disponíveis via REST em JSON pra integração em sistemas clínicos, healthtechs e farmácias digitais. Ver documentação da API →
⚠️ Esta informação não substitui consulta médica ou farmacêutica. Para uso clínico em sistemas, a recomendação final sempre cabe ao profissional de saúde.
Para que serve o Menopur?
Conforme a bula oficial ANVISA, Menopur é indicado para: Menopur® (menotropina) está destinado para o tratamento de infertilidade. Menopur® é uma associação de hormônios naturais (hormônio folículo estimulante – FSH e hormônio luteinizante – LH) que na mulher estimula o crescimento do folículo (que é a estrutura onde o óvulo se desenvolve), sendo utilizado em mulheres que possuam alguma insuficiência na produção de um, ou, de ambos os hormônios. Este estímulo é requerido na indução da ovulação em técnicas de reprodução assistida.
fonte: bula ANVISA · Indicações
Qual a dosagem usual de Menopur?
Conforme bula ANVISA — posologia oficial: Disponível no plano Starter A dosagem deve sempre ser definida por médico ou farmacêutico considerando o caso clínico específico.
fonte: bula ANVISA · Posologia
Quais as contraindicações do Menopur?
Conforme bula ANVISA: hipotireoidismo (diminuição do funcionamento da tireoide), deficiência adrenocortical (queda súbita ou nível insuficiente de hormônios adrenais), hiperprolactinemia (excesso de produção do hormônio prolactina, que é responsável pela produção do leite) e tumores da hipófise e do hipotálamo. Se necessário, o médico deve adotar o tratamento específico para cada condição.
fonte: bula ANVISA · Contraindicações
Quais interações medicamentosas o Menopur pode ter?
Conforme bula ANVISA — interações documentadas: Disponível no plano Starter PharmaDB oferece API REST com 195 mil interações medicamentosas estruturadas por gravidade e mecanismo (mais detalhes em pharmadb.com.br/documentacao).
fonte: bula ANVISA · Interações Medicamentosas
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Apresentações
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