Bula do Maxiflox D

vermelha restritasimilar

Laboratório: CRISTÁLIA PRODUTOS QUÍMICOS FARMACÊUTICOS LTDA.

Classe terapêutica: S1C1 - ASSOCIAÇÕES OFTALMOLÓGICAS CORTICOSTERÓIDES COM ANTIINFECCIOSOS

Registro ANVISA: 1029804860010

Composição

Informações da bula

Indicações

Maxiflox® D suspensão oftálmica é indicado em infecções oculares causadas por microrganismos suscetíveis, quando for necessária a ação anti-inflamatória da dexametasona, blefarites, blefaroconjuntivites e conjuntivites causadas por germes sensíveis, incluindo Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis e Streptococcus pneumoniae. 2. RESULTADOS DE EFICÁCIA 1Nilesh Mohan e co-autores avaliaram a eficácia de ciprofloxacino em associação com dexametasona em pacientes submetidos a cirurgia de catarata. Neste estudo foram incluídos 61 pacientes divididos em 2 grupos. Trinta e um pacientes receberam ciprofloxacino em associação com dexametasona e trinta pacientes do grupo controle receberam fosfato de betametasona 1% + sulfato de neomicina 0,5%. Os parâmetros avaliados foram: congestão conjuntival, células no humor aquoso e flare, lacrimejamento e edema palpebral no primeiro dia pós-operatório e no sétimo dia pós-operatório. Após 7 dias não houve diferenças significativas nos pacientes avaliados. A pressão intraocular se manteve estável antes e depois da cirurgia. Os autores concluíram que ciprofloxacino em associação com dexametasona é eficaz e seguro em pacientes submetidos a cirurgia de catarata. Referências Bibliográficas 1 N Mohan et al. Topical ciprofloxacin-dexamethasone combination therapy after cataract surgery: randomized controlled clinical trial. J Cataract Refract Surg 2001. 27(12).1975-8. 3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS Grupo Farmacoterapêutico: Oftalmológicos; anti-infecciosos; outros anti-infecciosos. Código ATC: S01AX13 Propriedades Farmacodinâmicas Mecanismos de ação A suspensão oftálmica contém a fluoroquinolona ciprofloxacino, como agente antibacteriano. A ação bactericida do ciprofloxacino resulta da inibição da subunide α da enzima bacteriana DNA girase (topoisomerase II) envolvida no super enrolamento de DNA mediado pela girase e na síntese de DNA. Esse processo acaba resultando na morte celular. Ao atingir a DNA girase, o ciprofloxacino interrompe o crescimento e a divisão das células bacterianas, estabilizando o complexo DNA-enzima, o que resulta temporariamente em bacteriostase. Subsequentemente, as bactérias tentam, mas são incapazes de reparar a lesão do DNA. As extremidades do DNA do complexo ciprofloxacino-girase-DNA são eventualmente liberadas criando quebras letais de DNA de fita dupla. Portanto, o ciprofloxacino é bactericida e bacteriostático. A atividade bactericida do ciprofloxacino e de outras fluoroquinolonas é dependente da concentração. Maiores “taxas de morte” são alcançadas em concentrações de pico. O ciprofloxacino é ativo contra uma variedade de bactérias aeróbicas Gram-positivas e Gram-negativas, enquanto as bactérias anaeróbicas são menos suscetíveis. A suspensão oftálmica também contém o corticosteroide dexametasona. O mecanismo exato de ação anti-inflamatória da dexametasona é desconhecido. Inibe múltiplas citocinas inflamatórias e produz múltiplos efeitos glicocorticoides e mineralocorticoides. A dexametasona é um dos corticosteróides mais potentes com uma potência anti-inflamatória relativa maior que a prednisolona ou hidrocortisona. Mecanismo de Resistência A resistência in vitro ao agente antibacteriano ciprofloxacino pode ser adquirida por meio de um processo gradual por mutação do local-alvo tanto na DNA girase quanto na topoisomerase IV. O grau de resistência cruzada entre o ciprofloxacino e outras fluoroquinolonas resultante é variável. Mutações únicas podem não resultar em resistência clínica, mas mutações múltiplas geralmente resultam em resistência clínica para muitas ou para todas as substâncias ativas da classe. A impermeabilidade e/ou substância ativa dos mecanismos de resistência da bomba de efluxo podem ter um efeito variável na susceptibilidade às fluoroquinolonas, que depende das propriedades físico-químicas das várias substâncias ativas da classe e da afinidade dos sistemas de transporte para cada substância ativa. Todos os mecanismos de resistência in vitro são comumente observados em isolados clínicos. Os mecanismos de resistência que inativam outros antibióticos, tais como as barreiras de permeação (comuns em Pseudomonas aeruginosa) e os mecanismos de efluxo podem afetar a susceptibilidade ao ciprofloxacino. A resistência mediada por plasmídeo codificada por genes (qnr) foi relatada. Fluoroquinolonas, incluindo o ciprofloxacino, diferem na estrutura química e modo de ação dos aminoglicosídeos, antibióticos β-lactâmicos, macrolídeos, tetraciclinas, sulfonamidas, trimetoprima e cloranfenicol. Portanto, organismos resistentes a esses medicamentos podem ser suscetíveis ao ciprofloxacino. Pontos de Corte Atualmente, os pontos de corte da concentração inibitória mínima (CIM), conforme estabelecido pelo “European Committee on Antimicrobial Susceptibility Testing” (EUCAST), levam em consideração as concentrações do medicamento que podem ser atingidas sistemicamente após a administração oral ou intravenosa do antibiótico. Esses pontos de corte Susceptíveis/Resistentes (S/R em mg/L) são usados diariamente na prática laboratorial clínica para prever a eficácia clínica. No entanto, quando o ciprofloxacino é utilizado por administração tópica oftálmica, concentrações mais elevadas podem ser alcançadas e a atividade do fármaco pode ser influenciada pelas características físico-químicas neste local de administração. Não existem dados farmacológicos correlacionados com o resultado clínico para ciprofloxacino administrado como agente tópico. Como resultado, o EUCAST sugere os seguintes valores de corte epidemiológicos (ECOFF mg/L) derivados das curvas de distribuição da CIM para indicar a susceptibilidade ao ciprofloxacino tópico. Valores ECOFF recomendados pelo EUCAST para ciprofloxacino Microrganismos ECOFF (mg/L) Espécies de Staphylococcus 1 mg/L Streptococcus pneumoniae 2 mg/L Haemophilus influenzae 0,06 mg/L Moraxella catarrhalis 0,12 mg/L Pseudomonas aeruginosa 0,5 mg/L Embora os pontos de corte de antibióticos do EUCAST não sejam considerados aplicáveis para correlação com antibióticos aplicados topicamente, os seguintes pontos de corte do EUCAST para ciprofloxacino são consistentes para uso geral. Pontos de corte do EUCAST S/R para ciprofloxacino Microrganismos Susceptível (S) Resistente (R) Espécies de Staphylococcus S ≤ 1 mg/L R > 1 mg/L Streptococcus pneumoniae S ≤ 0,12 mg/L R > 2 mg/L Haemophilus influenzae S ≤ 0,5 mg/L R > 0,5 mg/L Moraxella catarrhalis S ≤ 0,5 mg/L R > 0,5 mg/L Pseudomonas aeruginosa S ≤ 0,5 mg/L R > 1 mg/L Não relacionado à espécie S ≤ 0,5 mg/L R > 1 mg/L Eficácia clínica contra patógenos específicos A prevalência de resistência adquirida pode variar geograficamente e com o tempo para espécies selecionadas e informações locais sobre resistência são desejáveis, particularmente no tratamento de infecções graves. Conforme necessário, a recomendação de um especialista deve ser procurada quando a prevalência local de resistência for tal que a utilidade do agente em pelo menos alguns tipos de infecções, seja questionável. Segue abaixo lista de espécies bacterianas recuperadas de infecções oculares externas: Espécies comumente susceptíveis Microrganismos aeróbios Gram-positivos Corynebacterium accolens Corynebacterium auris Corynebacterium propinquum Corynebacterium psudodiphtheriticum Corynebacterium striatum Staphylococcus aureus (susceptível à meticilina - MSSA) Staphylococcus capitis Staphylococcus epidermidis (susceptível à meticilina - MSSE) Staphylococcus hominis Staphylococcus saprophyticus Staphylococcus warneri Streptococcus pneumoniae Grupo de Streptococcus viridans Microrganismos aeróbios Gram-negativos Espécies de Acinetobacter Haemophilus influenzae Moraxella catarrhalis Pseudomonas aeruginosa Serratia marcescens Espécies para as quais a resistência adquirida pode ser um problema Microrganismos aeróbios Gram-positivos Staphylococcus aureus (resistente à meticilina - MRSA) Staphylococcus epidermidis (resistente à meticilina - MRSE) Staphylococcus lugdunensis Organismos inerentemente resistentes Microrganismos aeróbios Gram-positivos Corynebacterium jeikeium Propriedades Farmacocinéticas Absorção ciprofloxacino: O ciprofloxacino é rapidamente absorvido no olho e na circulação sistêmica após a administração oftálmica de Maxiflox® D. Os níveis sistêmicos em humanos foram baixos após a administração oftálmica de ciprofloxacino e dexametasona duas vezes ao dia por 9,5 dias. O pico dos níveis plasmáticos do ciprofloxacino foram baixos, variando de 142 a 786 pg/mL (média de 289 ± 153 pg/mL) observados em 1,17 ± 1,20 horas após a dose. dexametasona: A dexametasona é rapidamente absorvida pelos olhos após uma dose oftálmica de Maxiflox® D. Os níveis sistêmicos em humanos são baixos após a administração tópica. Os níveis plasmáticos de dexametasona em indivíduos saudáveis com concentrações máximas variaram de 183 a 756 pg/mL (média de 349 ± 143 pg/mL) após a administração de uma gota em cada olho duas vezes por dia durante 9,5 dias. Distribuição ciprofloxacino: Após uma única dose oftálmica em voluntários humanos saudáveis, o ciprofloxacino atingiu uma concentração conjuntival média (2,65 μg/g) 20 minutos após a administração. Após injeção intravenosa em bolus, a distribuição do ciprofloxacino foi muito rápida, com volume de distribuição médio de 2,26 L/kg. Uma vez que o ciprofloxacino é absorvido pela circulação sistêmica, ele pode ser distribuído para os músculos, gordura subcutânea e gordura perirrenal e perivesical. A ligação do ciprofloxacino às proteínas foi reportada como sendo de 20-40%. dexametasona: O volume de distribuição em humanos no estado de equilíbrio foi de 0,58 L/kg. In vitro, nenhuma alteração na ligação às proteínas plasmáticas humanas foi observada com concentrações de dexametasona de 0,04 a 4 μg/mL, com uma ligação média às proteínas plasmáticas de 77,4%. Biotransformação ciprofloxacino: A biotransformação do ciprofloxacino leva a quatro metabólitos: desetileno-ciprofloxacino, sulfo- ciprofloxacino, oxo

Contraindicações

Este medicamento é contraindicado para pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo, a qualquer um dos excipientes ou a outras quinolonas. Também está contraindicado na ceratite por herpes simples, varíola, varicela e outras infecções oculares virais da córnea ou conjuntiva, afecções fúngicas das estruturas oculares ou infecções parasitárias não tratadas e em infecções oculares por micobactérias Para prevenir o desenvolvimento de bactérias resistentes, este medicamento deverá ser usado somente para o tratamento ou prevenção de infecções causadas ou fortemente suspeitas de serem causadas por microrganismos sensíveis a este medicamento. 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES Em pacientes recebendo terapia sistêmica com quinolonas, foram relatadas reações de hipersensibilidade (anafiláticas) sérias e ocasionalmente fatais, algumas após a primeira dose. Algumas reações foram acompanhadas de colapso cardiovascular, perda de consciência, angioedema (incluindo da laringe, faringe ou edema facial), obstrução das vias aéreas, dispneia, urticária e prurido. Se ocorrer reação alérgica ao ciprofloxacino, descontinue o uso do produto. As reações de hipersensibilidade graves agudas necessitam de tratamento de emergência imediato. Oxigênio e ventilação das vias aéreas, deve ser administrado quando indicado clinicamente. • O uso prolongado de antibióticos pode resultar no crescimento de organismos não suscetíveis, inclusive fungos. Se ocorrer uma superinfecção, descontinue o uso e uma terapêutica apropriada deverá ser iniciada. • Pode ocorrer inflamação e ruptura de tendão com a terapia sistêmica de fluorquinolona incluindo ciprofloxacino, particularmente em pacientes idosos e naqueles tratados concomitantemente com corticosteroides. Portanto, o tratamento com Maxiflox D deve ser interrompido ao primeiro sinal de inflamação do tendão. • Os corticosteroides podem reduzir a resistência e ajudar no estabelecimento infecções por bactérias não suscetíveis, fungos, parasitas ou vírus e mascarar os sinais clínicos da infecção. Apenas para uso oftálmico. • O uso prolongado de corticosteroides oftálmicos pode resultar em hipertensão ocular e/ou glaucoma, com dano no nervo óptico, diminuição da acuidade visual e alterações no campo visual, e formação de catarata subcapsular posterior. Nos pacientes sob tratamento prolongado com corticosteroides oftálmico, a pressão intraocular deve ser verificada periodicamente e com frequência. Isto é especialmente importante em pacientes pediátricos, uma vez que o risco de hipertensão ocular induzida por corticosteróide pode ser maior em crianças e pode ocorrer mais cedo do que em adultos. Este medicamento não está aprovado para uso em pacientes pediátricos. • O risco de pressão intraocular aumentada induzida por corticosteroide e/ou formação de cataratas é aumentado em pacientes predispostos (por exemplo, diabetes). • Pode ocorrer Síndrome de Cushing e/ou supressão adrenal associada a absorção sistêmica de dexametasona oftálmica após a terapia intensiva contínua ou a longo prazo em pacientes predispostos, incluindo crianças e pacientes tratados com inibidores de CYP3A4, incluindo ritonavir e cobicistate (vide “

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Perguntas frequentes

Respostas geradas a partir da bula oficial ANVISA, estruturada pela API PharmaDB. Estes dados estão disponíveis via REST em JSON pra integração em sistemas clínicos, healthtechs e farmácias digitais. Ver documentação da API →

⚠️ Esta informação não substitui consulta médica ou farmacêutica. Para uso clínico em sistemas, a recomendação final sempre cabe ao profissional de saúde.

Para que serve o Maxiflox D?

Conforme a bula oficial ANVISA, Maxiflox D é indicado para: Maxiflox® D suspensão oftálmica é indicado em infecções oculares causadas por microrganismos suscetíveis, quando for necessária a ação anti-inflamatória da dexametasona, blefarites, blefaroconjuntivites e conjuntivites causadas por germes sensíveis, incluindo Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis e Streptococcus pneumoniae. 2.

fonte: bula ANVISA · Indicações

Qual a composição do Maxiflox D?

Maxiflox D contém os seguintes princípios ativos (DCB - Denominação Comum Brasileira): Ciprofloxacino, Dexametasona 3.5 G. Dados extraídos do registro ANVISA via API PharmaDB.

fonte: registro ANVISA · Composição (DCB)

Qual a dosagem usual de Maxiflox D?

Conforme bula ANVISA — posologia oficial: Disponível no plano Starter A dosagem deve sempre ser definida por médico ou farmacêutico considerando o caso clínico específico.

fonte: bula ANVISA · Posologia

Quais as contraindicações do Maxiflox D?

Conforme bula ANVISA: Este medicamento é contraindicado para pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo, a qualquer um dos excipientes ou a outras quinolonas. Também está contraindicado na ceratite por herpes simples, varíola, varicela e outras infecções oculares virais da córnea ou conjuntiva, afecções fúngicas das estruturas oculares ou infecções parasitárias não tratadas e em infecções oculares por micobactérias Para prevenir o desenvolvimento de bactérias resistentes, este medicamento deverá ser usado some...

fonte: bula ANVISA · Contraindicações

Quais interações medicamentosas o Maxiflox D pode ter?

Conforme bula ANVISA — interações documentadas: Disponível no plano Starter PharmaDB oferece API REST com 192 mil interações medicamentosas estruturadas por gravidade e mecanismo (mais detalhes em pharmadb.com.br/documentacao).

fonte: bula ANVISA · Interações Medicamentosas

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