Bula do Cloridrato de Escetamina
Laboratório: SANTISA LABORATÓRIO FARMACÊUTICO S/A
Classe terapêutica: N1A2 - ANESTÉSICOS GERAIS INJETÁVEIS
Registro ANVISA: 1018600390010
Composição
Informações da bula
Indicações
? O cloridrato de escetamina é indicado como: - anestésico único em intervenções diagnósticas e cirúrgicas que não necessitem de relaxamento muscular. Apesar de ser apropriado para intervenções de curta duração, pode ser empregado, mediante administração de doses adicionais, em procedimentos mais prolongados. - obstetrícia para parto vaginal ou cesárea. - adjuvante anestésico para complementar a anestesia com outros agentes de baixa potência como, por exemplo, o óxido nitroso. - agente anestésico único para procedimentos cirúrgicos e diagnósticos que não necessitem de relaxamento muscular esquelético. É empregado para pequenos procedimentos, mas pode ser usado em doses adicionais para procedimentos mais prolongados. Pode ser indicado como indutor anestésico e também, como adjuvante anestésico para complementar a anestesia com agentes de baixa potência, tais como o óxido nitroso. Dentre as áreas de aplicação específica ou tipos de procedimentos, incluem-se: • Desbridamentos, curativos dolorosos e enxertos de pele em pacientes queimados, bem como em outras intervenções cirúrgicas superficiais. • Intervenções neurodiagnósticas, tais como pneumoencefalografias, ventriculografias, mielografias e punções lombares. • Intervenções diagnósticas e cirúrgicas nos olhos, ouvidos, nariz e boca, inclusive extrações dentárias. Nota: os movimentos oculares podem persistir durante as intervenções oftalmológicas. • Intervenções diagnósticas e cirúrgicas na faringe, laringe ou árvore brônquica. Nota: Nestas intervenções deve-se empregar um relaxante muscular. • Sigmoidoscopias, pequenas cirurgias do ânus e do reto e circuncisão. • Intervenções ginecológicas extraperitoneais, como dilatação e curetagem. • Intervenções obstétricas, inclusive partos distócicos e cesarianas. • Intervenções ortopédicas, tais como manipulação e redução de fraturas, colocação de pino femoral, amputações e biópsias. • Anestesia de pacientes de grande risco, com funções vitais deprimidas. • Cateterismo cardíaco. 2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA? A escetamina é um anestésico geral de ação rápida, não barbitúrico, para uso parenteral. Quimicamente a escetamina é designada de S-(o-clorofenil)-2-(metilamino) ciclohexanona. É apresentada na forma de solução ligeiramente ácida (pH 3,5-5,5), para administração intravenosa ou intramuscular. cloridato de escetamina VP_REV 00 A escetamina produz um estado anestésico, caracterizado por profunda analgesia, com reflexos laringofaringeanos normais, tono dos músculos esqueléticos normal ou ligeiramente aumentado e discreto estímulo cardiovascular e respiratório. Ocasionalmente acarreta uma depressão respiratória mínima, de caráter transitório. A biotransformação da escetamina passa pelos processos de N-desalquilação, hidroxilação do anel ciclohexona, conjugação com ácido glicurônico e desidratação dos metabólitos hidroxilados, para formar o derivado ciclohexeno. O principal métabólito ativo encontrado é a norcetamina. Após a administração intravenosa a concentração de escetamina tem uma fase inicial (fase alfa) que dura 45 minutos com meia-vida de 10 a 15 minutos. Esta primeira fase corresponde clinicamente ao efeito anestésico do fármaco. A ação anestésica é finalizada com a redistribuição do anestésico a partir do SNC para os tecidos periféricos e biotransformação hepática a um metabólito ativo, norcetamina. Este metabólito tem cerca de 1/3 da atividade da escetamina reduzindo as necessidades de halotano necessário (CAM) do rato. A meia-vida final da escetamina (fase beta) é em torno de 2,5 horas. O estado anestésico produzido por escetamina tem sido denominado de “anestesia dissociativa”, na qual parece haver interrupção seletiva das vias da condução cerebral antes produzida pelo bloqueio sensorial somestético. Pode deprimir seletivamente o sistema talamoneocortical antes das áreas cerebrais mais antigas e as vias de condução (ativando os sistemas reticular e límbico). A elevação da pressão sanguínea inicia-se brevemente após a injeção, alcançando um máximo dentro de poucos minutos e normalmente retorna para valores pré-anestésicos em 15 minutos após a injeção. Na maioria dos casos, a pressão sanguínea diastólica e sistólica, atinge picos de 10% a 50% acima do nível pré-anestésico logo após a indução da anestesia, mas a elevação pode ser maior ou mais prolongada dependendo de cada caso (Ver
Contraindicações
). A ação simpatomimética de escetamina é menor do que a da cetamina racêmica. A escetamina tem ampla margem de segurança. Alguns exemplos de administração acidental de superdoses de escetamina (até 10 vezes o normalmente necessário) têm sido seguidos por demorada, mas completa recuperação. Além disso a escetamina apresenta, em relação à mistura racêmica, as vantagens de ser menos alucinógena, sendo que quando ocorrem alucinações as mesmas são agradáveis, menor excitação simpática, recuperação pós-anestésica precoce e parece possuir maior potência analgésica e anestésica. 3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO? Absolutas: hipersensibilidade à cetamina e porfiria. Relativas: hipertensão arterial, antecedentes de acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca severa. A escetamina é contraindicada em pacientes em que o aumento da pressão possa causar algum dano grave e em pacientes com sensibilidade conhecida ao fármaco. A escetamina deve ser administrado por médica (ou sob sua supervisão), com longa experiência em administração de anestésicos gerais, manutenção das vias aéreas e controle da respiração. 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE UTILIZAR ESTE MEDICAMENTO? A escetamina deve ser usada com precaução por pessoas que consomem álcool de forma crônica ou por pessoas com intoxicação aguda por álcool. Com exceção da administração de escetamina durante parto vaginal ou abdominal, a segurança do uso de escetamina em mulheres grávidas não foi estabelecida e neste caso o seu uso não é recomendado. Não utilizar o medicamento durante a gravidez e período de amamentação. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. cloridato de escetamina VP_REV 00 Durante o tratamento o paciente deve ser alertado para não dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas por 24 horas ou mais, dependendo da dose de escetamina, considerando também outros fármacos empregados após a anestesia. Manifestações psíquicas variam em gravidade entre sonhos agradáveis, imagens vividas, alucinações e delírio. Em alguns casos estes estados têm sido acompanhados por confusão, excitação e comportamento irracionais com poucos pacientes lembrando como uma desagradável experiência. As reações de emergência e manifestações psíquicas ocorrem em frequência muito menor na escetamina em relação ao observado com a cetamina racêmica. Normalmente estes sintomas não duram mais do que poucas horas. Entretanto, em poucos casos, recorrências têm acontecido até 24 horas após o período pós-operatório. Não são conhecidos os efeitos fisiológicos residuais após o uso de escetamina. A incidência destes fenômenos emergenciais é menor em jovens (de 15 anos ou menos) e em idosos (de 65 anos de idade). Também são menos frequentes quando o fármaco é administrado por via intramuscular. Na incidência de manifestações psíquicas durante a emergência, tem-se observado bons sonhos e delírio, podendo ser reduzidos pelo uso de baixas doses de escetamina e em conjunto com diazepam intravenoso, durante a indução e manutenção da anestesia (Ver
Interações medicamentosas
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Posologia
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Reações adversas
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Perguntas frequentes
Respostas geradas a partir da bula oficial ANVISA, estruturada pela API PharmaDB. Estes dados estão disponíveis via REST em JSON pra integração em sistemas clínicos, healthtechs e farmácias digitais. Ver documentação da API →
⚠️ Esta informação não substitui consulta médica ou farmacêutica. Para uso clínico em sistemas, a recomendação final sempre cabe ao profissional de saúde.
Para que serve o Cloridrato de Escetamina?
Conforme a bula oficial ANVISA, Cloridrato de Escetamina é indicado para: ? O cloridrato de escetamina é indicado como: - anestésico único em intervenções diagnósticas e cirúrgicas que não necessitem de relaxamento muscular. Apesar de ser apropriado para intervenções de curta duração, pode ser empregado, mediante administração de doses adicionais, em procedimentos mais prolongados. - obstetrícia para parto vaginal ou cesárea. - adjuvante anestésico para complementar a anestesia com outros agentes de baixa potência como, por exemplo, o óxido nitroso.
fonte: bula ANVISA · Indicações
Qual a composição do Cloridrato de Escetamina?
Cloridrato de Escetamina contém os seguintes princípios ativos (DCB - Denominação Comum Brasileira): Escetamina 50 MG/ML. Dados extraídos do registro ANVISA via API PharmaDB.
fonte: registro ANVISA · Composição (DCB)
Qual a dosagem usual de Cloridrato de Escetamina?
Conforme bula ANVISA — posologia oficial: Disponível no plano Starter A dosagem deve sempre ser definida por médico ou farmacêutico considerando o caso clínico específico.
fonte: bula ANVISA · Posologia
Cloridrato de Escetamina pode causar dependência?
Cloridrato de Escetamina possui tarja preta e pertence a classe com potencial de dependência (N1A2 - ANESTÉSICOS GERAIS INJETÁVEIS). Uso prolongado deve ser sempre monitorado por médico, com descontinuação gradual quando indicada. Não interrompa abruptamente.
fonte: registro ANVISA · Categoria regulatória
Quais as contraindicações do Cloridrato de Escetamina?
Conforme bula ANVISA: ). A ação simpatomimética de escetamina é menor do que a da cetamina racêmica. A escetamina tem ampla margem de segurança. Alguns exemplos de administração acidental de superdoses de escetamina (até 10 vezes o normalmente necessário) têm sido seguidos por demorada, mas completa recuperação. Além disso a escetamina apresenta, em relação à mistura racêmica, as vantagens de ser menos alucinógena, sendo que quando ocorrem alucinações as mesmas são agradáveis, menor excitação simpática, recuperação p...
fonte: bula ANVISA · Contraindicações
Quais interações medicamentosas o Cloridrato de Escetamina pode ter?
Conforme bula ANVISA — interações documentadas: Disponível no plano Starter PharmaDB oferece API REST com 192 mil interações medicamentosas estruturadas por gravidade e mecanismo (mais detalhes em pharmadb.com.br/documentacao).
fonte: bula ANVISA · Interações Medicamentosas
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Apresentações
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